28 de setembro, 2005 - 04h47 GMT (01h47 Brasília)
Um juiz americano determinou nesta terça-feira que o exilado cubano Luis Posada Carriles não será deportado para Cuba nem para a Venezuela.
Segundo o juiz William Abbott, Posada Carriles, de 77 anos, corre o risco de ser torturado nos dois países.
A Venezuela pede a extradição do dissidente cubano, um ex-agente da CIA (agência secreta americana), pelo seu suposto envolvimento no ataque a um avião cubano que acabou com 73 mortos em 1976.
Segundo a agência de notícias Reuters, a porta-voz do departamento de Imigração dos Estados Unidos, Leticia Zamarripa, disse, no entanto, que a decisão do juiz "não descarta a ida do senhor Posada a outro país".
A Venezuela – que considera Posada Carriles um "terrorista" – nega que ele seria torturado e acusa Washington de incoerência na sua política antiterrorismo.
Posada Carriles está preso nos Estados Unidos desde maio por entrar ilegalmente no país.
Ele nega ter participado no ataque contra o avião, mas admite envolvimento em atividades contra o presidente cubano, Fidel Castro.
Ainda nesta terça-feira, o governo cubano disse que o aperto do embargo americano à ilha provocou uma queda no número de pessoas viajando para lá no ano passado.
Segundo um relatório oficial, o número de cubano-americanos viajando a Cuba caiu pela metade e as visitas turísticas diminuíram em 40%.
O governo cubano prometeu apresentar o documento na ONU no final deste ano.