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22 de setembro, 2005 - 14h44 GMT (11h44 Brasília)

Presidente do Irã adverte contra 'colocar à prova honra' do país

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez nesta quinta-feira uma advertência para que ninguém tente "colocar à prova a honra" do país, durante as cerimônias oficiais na capital iraniana, Teerã, para marcar os 25 anos do início da guerra do país contra o Iraque.

O conflito durou oito anos e deixou pelo menos meio milhão de pessoas mortas, embora algumas estimativas indiquem a morte de cerca de 1,5 milhão.

Em uma parada militar, Ahmadinejad pediu paz e amizade na região, mas advertiu que quem desafiar seu país "saberá que as chamas de sua ira são ardentes e destrutivas".

As declarações de Ahmadinejad foram feitas num momento em que aumenta a pressão internacional sobre o país por sua decisão de levar adiante o seu programa nuclear. O presidente do Irã não mencionou especificamente a disputa.

Não há cerimônias oficiais para marcar a data no Iraque, mas o novo governo em Bagdá pediu desculpas ao Irã pela invasão iraquiana a seu território em 1980, quando Saddam Hussein presidia o Iraque.

Saddam

Promotores iraquianos estão preparando acusações relacionadas a esta guerra para serem apresentadas contra Saddam Hussein.

Em 1980, o então presidente iraquiano foi apoiado pelas potências ocidentais em sua investida contra o novo regime islâmico iraniano.

O Iraque usou armas químicas contra o Irã e contra os curdos no norte do Iraque.

A razão oficial para a invasão iraquiana foi uma disputa de fronteira, mas o pano de fundo era que o novo governo do Irã, criado depois de uma revolução islâmica no ano anterior, se opunha à repressão de grupos xiitas promovida por Saddam Hussein no Iraque.

O Iraque suspeitava que o líder iraniano, o aiatolá Khomeini, estava tentando usar esses grupos para exportar a revolução iraniana.