21 de setembro, 2005 - 21h12 GMT (18h12 Brasília)
O furacão Rita, que atravessa o Golfo do México, aumentou de intensidade e chegou à categoria 5 (a mais alta da escala) com ventos de até 266 km por hora.
Segundo as previsões, o furacão deve atingir até o fim da semana o Estado do Texas, mas ainda há uma possibilidade de atingir também a região da Louisiana, onde fica Nova Orleans, e o norte do México.
Nesta quarta-feira, o prefeito da cidade de Houston, no Estado americano do Texas, Bill White, pediu que os moradores de áreas de baixada, vulneráveis a inundações, façam planos para deixar suas casas na manhã de quinta-feira, antes da possível chegada do furacão.
Segundo White, pessoas que vivem em trailers devem abandoná-los porque eles não resistirão aos fortes ventos esperados no furacão, atualmente de cerca de 225 km/h.
O presidente americano, George W. Bush, disse que os moradores de Nova Orleans e Galveston, no Texas, foram ordenados a sair de suas casas.
"Eu peço aos cidadãos que ouçam cuidadosamenteas instruções das autoridades locais e estaduais e sigam-nas", disse Bush.
"Nós esperamos e rezamos para que o Rita não seja uma tempestade devastadora. Mas temos que nos preparar para o pior", completou.
O furacão Rita ganhou força no Golfo do México, depois de causar chuva forte no litoral de Cuba e no sul do Estado americano da Flórida.
A Louisiana, bastante afetada pelo furacão Katrina, há cerca de três semanas, declarou estado de emergência.
O furacão Rita é a 17ª tempestade da temporada de furacões no Atlântico, uma das mais movimentadas desde que os registros foram iniciados, em meados do século 19. A temporada se estende até o fim de novembro.
Corte na produção
Companhias de petróleo no sul dos Estados Unidos estão cortando a produção e evacuando suas plataformas de extração no Golfo do México por precaução antes da passagem do furacão Rita.
Os temores pela passagem do novo furacão levaram a cotação do barril de petróleo a voltar a subir na quarta-feira, ultrapassando os US$ 67 no mercado asiático.
O aumento do preço do barril ocorreu apesar da decisão da Opep (cartel dos exportadores de petróleo), na terça-feira, de aumentar sua produção diária em 2 milhões de barris para tentar conter as cotações.
Os estragos causados pelo Katrina já haviam sido apontados como causa para que o preço do barril ultrapassasse os US$ 70 nos dias após a passagem do furacão.