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21 de setembro, 2005 - 18h17 GMT (15h17 Brasília)

Iraquianos protestam contra militares britânicos em Basra

Uma manifestação tomou nesta quarta-feira as ruas de Basra, no sul do Iraque, contra a presença militar britânica na região.

O protesto ocorreu dois dias depois de uma operação do Exército britânico na cidade para libertar dois soldados que haviam sido detidos pela polícia iraquiana e depois foram entregues a uma milícia xiita. Na ocasião, os militares invadiram uma delegacia para libertar os soldados, o que causou indignação popular. Veículos britânicos foram então atacados com coquetéis molotov.

Em uma visita a Londres, também nesta quarta-feira, o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, disse que as relações entre Iraque e Grã-Bretanha “não vão mudar por causa de um episódio isolado”, em referência à operação do Exército.

Al-Jaafari afirmou que não podia dar detalhes sobre o incidente enquanto a investigação que ele pediu não for concluída. “Lamentavelmente, episódios como este podem acontecer”, acrescentou o premiê iraquiano.

As declarações de Al-Jaafari foram feitas depois de um encontro com o ministro da Defesa britânico John Reid.

Operação resgate

O chefe das forças britânicas em Basra, brigadeiro John Lorimer, qualificou de "altamente preocupante" o fato de que os soldados britânicos presos pela polícia iraquiana tivessem sido entregues a militantes.

Ele disse que, de acordo com a lei do país, os soldados capturados deveriam ter sido entregues para a coalizão liderada pelos Estados Unidos, mas isso não aconteceu, apesar de repetidos pedidos.

O governador de Basra, Mohammed Al-Waili disse que os soldados britânicos, provavelmente trabalhando à paisana, foram acusados de terem matado um soldado iraquiano e ferido outro.

Al-Waili disse que mais de dez veículos militares e helicópteros britânicos foram usados na operação, que ele qualificou de "um ato bárbaro de agressão".