20 de setembro, 2005 - 07h35 GMT (04h35 Brasília)
A Coréia do Norte divulgou nesta terça-feira que não vai acabar com seu programa de armas nucleares antes de receber um reator nuclear não-militar.
Após anos de negociações, o país havia concordado, na segunda-feira, em desmantelar seu programa de armas nucleares em troca de ajuda econômica e garantias de não-agressão.
O vice-primeiro ministro das Relações Exteriores da Coréia do Norte, Kim Kyer-Gwan, disse porém que seu país não vai desistir do programa nuclear antes que outras medidas sejam tomadas - como o recebimento do reator.
"Este não é, obviamente, o acordo que eles assinaram e vamos ver o que acontece nas próximas semanas", disse Sean McCormack, porta-voz do departamento de Estado americano.
Impasse
O Japão classificou de "inaceitáveis" as novas exigências dos norte-coreanos, e a Coréia do Sul disse que o assunto deve ser discutido antes da próxima rodada de negociações, marcada para novembro.
A nova posição da Coréia do Norte deve causar um impasse nas negociações, segundo o correspondente da BBC na Coréia do Sul, Charles Scanlon.
De acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira, a Coréia do Norte havia concordado em acabar com seu programa nuclear e voltar a integrar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares no futuro.
A decisão norte-coreana foi anunciada em um comunicado divulgado por negociadores dos seis países (Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Estados Unidos, Rússia e Japão) que discutiam o programa nuclear norte-coreano na capital da China, Pequim.
Os norte-coreanos também concordaram em permitir vistorias da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), segundo o comunicado.
Em contrapartida, os Estados Unidos declararam não ter intenção de atacar a Coréia do Norte e que vão respeitar sua soberania.