20 de setembro, 2005 - 23h44 GMT (20h44 Brasília)
Vários funcionários chineses do setor de saúde foram presos ou demitidos sob a acusação de terem forçado abortos e esterilizações.
Não se sabe, porém, quantos funcionários de fato foram punidos.
A mídia estatal da China informou que os abusos ocorreram na cidade de Linyi, na Província de Shandong, no leste da China.
Na semana passada, a revista americana Time publicou reportagem revelando que aproximadamente 7 mil pessoas foram esterilizadas contra a vontade em Shandong.
Repressão
De acordo com a agência de notícias Reuters, as prisões e demissões parecem seguir a orientação do presidente Hu Jintao, também chefe do Partido Comunista, de estimular a transparência nas ações das autoridades chinesas desde que assumiu o poder em 2002.
Grupos de direitos humanos freqüentemente acusam a China de forçar esterilizações e abortos, algo negado pelo governo.
A China introduziu a política de um filho 25 anos atrás para reduzir o crescimento de sua população.
Casais das cidades recebem inúmeros incentivos para ter não mais que um filho, enquanto no campo as famílias podem ter dois filhos.
A China é o país mais populoso do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes.