19 de setembro, 2005 - 07h55 GMT (04h55 Brasília)
A Coréia do Norte concordou em acabar com seu programa nuclear e voltar a integrar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
É o que afirma um comunicado divulgado por negociadores dos seis países que discutem o programa nuclear norte-coreano na capital da China, Pequim.
Os norte-coreanos também concordaram em permitir vistorias da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Em contrapartida, os Estados Unidos declararam não ter intenção de atacar a Coréia do Norte e vão respeitar sua soberania.
A decisão aconteceu durante a quarta rodada de negociações entre os seis países (Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Estados Unidos, Rússia e Japão) que discutem a questão.
Normalização
"Esse é o resultado mais importante obtido desde o início das negociações, há mais de dois anos", disse Wu Daw, vice-ministro das Relações Exteriores da China.
O país "promete abandonar todas as armas nucleares e programas nucleares correntes, regressar ao Tratado de Não-Proliferação assim que possível e aceitar inspeções" da IAEA, diz o comunicado.
"Os Estados Unidos afirmam que não possuem armas nucleares na península coreana e não têm intenção de atacar ou invadir (a Coréia do Norte) com armas convencionais ou nucleares."
O grupo dos seis países divulgou uma nota oficial dizendo que irá discutir no futuro o pedido norte-coreano de um reator nuclear.
Segundo os norte-coreanos, o acordo prevê ajuda em termos de energia para a Coréia do Norte e "cooperação econômica nos campos da energia, comércio e investimento".
O comunicado diz ainda que a normalização das relações entre Estados Unidos e Coréia do Norte está prevista no futuro.
O grupo dos seis países deve se reunir novamente em novembro em Pequim.