15 de setembro, 2005 - 09h38 GMT (06h38 Brasília)
A Suprema Corte de Israel determinou que o governo mude a rota de parte da barreira que está construindo na Cisjordânia.
Em decisão unânime, o tribunal disse que o governo israelense deve encontrar formas alternativas de dar segurança ao país que causem menos dificuldades aos palestinos perto da cidade de Qalqilya.
A Suprema Corte se pronunciou em resposta a uma petição de moradores de cinco vilarejos palestinos.
Os moradores reclamaram que ficariam isolados do resto da Cisjordânica palestina pela barreira, construída em território ocupado.
A decisão tomada por nove juízes também critica o julgamento do Tribunal Internacional de Justiça do ano passado que concluiu que toda barreira é ilegal.
'Base factual'
A Suprema Corte israelense disse que o Tribunal Internacional deu muito pouca atenção às preocupações de segurança de Israel.
Para a Corte de Israel, o Tribunal Internacional decidiu sem ter tido acesso integral aos fatos.
"As principais diferenças entre as conclusões derivam da diferença entre as bases factuais apresentadas perante o tribunal", diz a sentença.
Israel alega que a barreira é necessária para impedir que militantes suicidas entrem no país.
Os palestinos, porém, dizem que a barreira foi planejada para anexar território palestino a Israel.
Mais de 600 quilômetros da barreira já foram construídos por Israel.