13 de setembro, 2005 - 05h28 GMT (02h28 Brasília)
O seqüestro de um avião na Colômbia terminou sem vítimas e sem nenhuma concessão aos seqüestradores, segundo informações oficiais.
"O governo não fez nenhuma concessão nem pagou resgate algum", afirma uma nota divulgada no site da Presidência da Colômbia.
A aeronave que levava 20 passageiros e quatro tripulantes havia sido rendida na tarde desta segunda-feira por um deficiente físico e seu filho, ambos armados.
Os seqüestradores foram identificados como Porfirio Ramirez Aldana, de 42 anos, e o seu filho, Businhauer Ramirez Reynoso, de 23. Inicialmente eles haviam se apresentado como Luis e Linsen Ramirez.
Os reféns foram soltos em três etapas: nove mulheres e crianças, os demais passageiros foram e, por último, os tripulantes.
“Graças a Deus terminou tudo bem, todos os passageiros estamos bem e livres”, disse o advogado Reinaldo Duque, um dos passageiros do avião.
O seqüestro levou cerca de cinco horas e envolveu três negociadores, entre eles um representante presidencial e um padre católico, que entraram no avião para convencer os seqüestradores a se entregar, o que ocorreu por volta de 17h do horário local.
O avião, um bimotor da companhia colombiana Aires, foi seqüestrado no início da tarde quando fazia a rota entre a cidade de Florencia, no sul do país, e a capital, Bogotá.
Segundo as autoridades, os pilotos disseram que os dois seqüestradores estavam armados com fuzis e granadas.
Segundo um porta-voz da polícia, Porfirio Ramirez Aldana teve problemas com as autoridades há 15 anos e também tem uma ação contra o Estado em curso e que ainda não foi julgada.
O seqüestrador, que vive em uma cadeira de rodas, teria ficado deficiente depois de levar tiros num cerco armado à sua casa, em 1991. Na semana passada, a Justiça colombiana deu ganho de causa para o governo num processo em que Ramírez pedia indenização pelo ocorrido.
Esta é a segunda vez em três anos que um avião nesta rota é seqüestrado.