11 de setembro, 2005 - 20h38 GMT (17h38 Brasília)
Os últimos resultados das eleições gerais deste domingo no Japão, divulgados pela imprensa do país, indicam que o partido do primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, garantiu uma ampla maioria no Parlamento.
A expectativa é que o Partido Liberal Democrata (PLD) consiga cerca de 50 cadeiras a mais na câmara baixa do Parlamento, o que permitiria a Koizumi governar sem a necessidade de formar uma coalizão.
Em face à derrota, Katsuya Okada, líder do principal partido de oposição, anunciou que irá renunciar ao cargo.
Os votos ainda estão sendo contados, e os resultados oficiais devem ser divulgados na segunda-feira.
Responsabilidade
"Minha meta sempre foi ganhar a maioria para o PLD (...) Eu agradeço muito às pessoas que têm nos apoiado nesse objetivo e eu sinto o peso da responsabilidade de realizar seus desejos", disse Koizumi.
O premiê convocou o pleito depois que o Parlamento rejeitou seu plano de reforma do serviço de correios, considerado o ponto crucial de polêmicas reformas econômicas que ele vem tentando implantar.
As últimas pesquisas antes da votação indicavam uma vantagem confortável para o PLD.
O comparecimento foi maior do que o das últimas eleições gerais, em 2003.
O interesse no pleito deste domingo se explica pelo fato de Koizumi ter aberto um precedente e escolhido candidatos para os postos-chave da câmara, numa tentativa de evitar que eles fossem ocupados pelos dissidentes de seu próprio partido que se opuseram ao plano de privatização dos correios.
A questão dominou a campanha eleitoral, pois os correios também funcionam como banco para contas de poupança para a maioria dos japoneses – o que praticamente o torna o maior banco do mundo.
O PLD está no poder há 50 anos praticamente sem interrupção. Koizumi tomou posse em 2001.
Antes da convocação das eleições, o partido tinha 249 das 480 cadeiras da câmara baixa. O partido de coalizão governista Novo Komeito somava 34 assentos, e o Partido Democrata do Japão (PDJ), de oposição, contava com 175.