07 de setembro, 2005 - 04h11 GMT (01h11 Brasília)
O governo americano negou ter recusado ofertas da comunidade internacional para colaborar com as operações de ajuda às vítimas do furacão Katrina.
Até esta terça-feira, 94 países e organizações haviam oferecido assistência, na forma de dinheiro, suprimentos básicos, equipamentos de resgate e profissionais especializados.
"Nós dissemos que se isso puder aliviar as coisas, nós vamos aceitar as ofertas de assistência e nós apreciamos a compaixão da comunidade internacional e as ofertas de assistência", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, a um repórter que lhe perguntava por que o governo havia recusado ajuda externa.
A Organização das Nações Unidas enviou três equipes de profissionais para ajudar em áreas que vão da distribuição de comida e atendimento médico à assistência psicológica a crianças traumatizadas.
McCormack disse, no entanto, que Wasghinton ainda está considerando se deve aceitar ofertas de Cuba e Irã.
O presidente cubano, Fidel Castro, se dispôs a enviar 1,5 mil médicos para a área afetada pelo furacão e o o governo iraniano ofereceu fornecer até 20 milhões de barris de petróleo para complementar a produção americana, prejudicada pela destruição das instalações petrolíferas no Golfo do México.
Oferta condicional
Teerã, no entanto, pediu em troca o fim das sanções americanas contra o país, impostas ao país em 1979, quando Estados Unidos e Irã romperam relações diplomáticas.
Há pouco menos de dois anos, os Estados Unidos também ofereceram auxílio ao Irã, quando a cidade de Bam foi devastada por um terremoto que matou mais de 22 mil pessoas.
A Venezuela, outro país que tem marcado sua política externa por críticas ao governo americano, ofereceu-se para enviar combustível barato e equipes de assistência para a região atingida.
O governo brasileiro fez uma oferta genérica de ajuda, em nota enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente George W. Bush. Na mensagem enviada na segunda-feira passada, Lula diz que "estamos prontos a participar, em tudo que estiver ao nosso alcance, dos esforços internacionais de prestação de ajuda aos que foram afetados pela tragédia".
Os doadores incluem Índia, Sri Lanka e Sri Lanka, alguns dos países mais pobres do mundo, que receberam assistência americana depois de serem atingidos pelo tsunami no ano passado.
Até mesmo o Afeganistão, que se recupera de anos de guerra civil e de anos de domínio da milícia Talebã, ofereceu auxílio. O presidente do país, Hamid Karzai, se comprometeu a dar US$ 100 mil para as vítimas do furacão.
A oferta de ajuda também vem de tradicionais aliados dos Estados Unidos, como Canadá e o México, e das nações da União Européia.