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03 de setembro, 2005 - 22h39 GMT (19h39 Brasília)

Governo dos EUA envia 17 mil homens para zona de desastre

O governo americano anunciou neste sábado o envio de 17 mil soldados para a região devastada pelo furacão Katrina no sul dos Estados Unidos.

O presidente americano, George W. Bush, anunciou que mais 7 mil soldados devem chegar à Louisiana para auxiliar nas operações de emergência na região.

Os outros 10 mil homens, segundo um comunicado do Pentágono, serão integrantes da Guarda Nacional.

Nos últimos dias, o presidente Bush sofreu duras críticas pela forma com que reagiu ao episódio, em que milhares de pessoas podem ter morrido.

Em um discurso transmitido pelo rádio, Bush admitiu que a reação do governo foi lenta, mas destacou que as dimensões do desastre teriam atrapalhado as forças de emergência.

'Melhora'

Segundo Bush, a situação na região estaria melhorando "a cada hora". Carregamentos de água, comida e remédios já chegaram a Nova Orleans, onde muitas pessoas – na maioria, moradores negros das regiões mais pobres da cidade – continuam isoladas.

"A imensidão desta tarefa exige mais recursos. Na América, não abandonamos os nossos compatriotas em um momento de necessidade", disse Bush em seu discurso.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que as prioridades são restaurar a lei e a ordem, completar a operação de retirada das áreas mais afetadas e não permitir que questões burocráticas impeçam operações de salvamento.

De acordo com o líder americano, o Katrina foi "um dos maiores desastres naturais a atingir os Estados Unidos".

Nova Orleans

Bush prometeu ainda que o governo americano irá reconstruir a cidade de Nova Orleans, uma das mais atingidas pelo furacão.

Bush vem sendo criticado pela forma como teria lidado com a crise causada pelo furacão, que pode ter matado milhares de pessoas.

O líder americano disse que 4 mil soldados já estão na área e acrescentou que outros 7 mil militares serão enviados à região nas próximas 72 horas.

Os militares serão deslocados de divisões no Texas, na Califórnia e na Carolina do Norte.

Bush quebrou o protocolo ao fazer seu tradicional pronunciamento radiofônico semanal ao vivo e nos jardins da Casa Branca.