03 de setembro, 2005 - 09h33 GMT (06h33 Brasília)
A cidade de Beslan, no sul da Rússia, realiza o terceiro e último dia de cerimônias para marcar a passagem de um ano do cerco à Escola Número Um, quando morreram mais de 331 pessoas.
Padres ortodoxos rezaram nas ruínas da escola e as pessoas formaram grandes filas para prestar sua homenagem às vítimas.
A maioria das vítimas foram crianças e muitas cerimônias estão sendo realizadas nos túmulos dos que morreram na tragédia.
Mais de mil pessoas – pais, professores e crianças – foram feitas reféns por militantes que exigiam a independência da Chechênia.
Investigação
O cerco à escola terminou com explosões e tiroteio.
Neste sábado, na hora exata da primeira explosão, os sinos soaram, e depois foi feito um minuto de silêncio.
Em seguida, foram soltos 331 balões, um para cada vítima.
Na sexta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu uma delegação de mães das vítimas, e prometeu uma ampla investigação sobre o caso.
Muitos em Beslan acreditam que a maioria das vítimas foram mortas pelas tropas de assalto russas depois que Putin se recusou a negociar com os militantes.