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01 de setembro, 2005 - 11h44 GMT (08h44 Brasília)

Xiitas sugerem culpa de sunitas na tragédia de 4ª feira

Líderes xiitas no Iraque acusaram insurgentes sunitas, simpatizantes de Saddam Hussein, de terem iniciado os boatos que criaram o pânico na multidão de peregrinos na quarta-feira, em Bagdá.

Mais de 960 pessoas morreram na tragédia aparentemente provocada por boatos de um ataque suicida iminente.

O ministro do Interior do Iraque, Bayan Jabor, está entre as autoridades xiitas que responsabilizaram os insurgentes sunitas pelo que aconteceu, mas o ministro da Defesa do Iraque, Saadoun Al Dulaimi, que é sunita, disse que a tragédia não tem relação com as divisões étnicas e religiosas do país.

O primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim Jaafari, rejeitou a proposta, mas prometeu ser duro contra os responsáveis.

Apelos

"O período que se aproxima vai ser testemunha de desenvolvimento estratégico na confrontação do terror e dos terroristas. E nós vamos atingir duramente os assassinos, os militantes radicais e os saddamistas", disse Jaafari em nota oficial nesta quinta-feira.

O ministro da Saúde iraquiano, Abdul Mutalib Mohammad Ali, defendeu a demissão dos ministros da Defesa e do Interior por não terem protegido os peregrinos.

Jaafari, porém, disse que os ministros fizeram o possível para garantir a segurança dos peregrinos.

Líderes comunitários estão fazendo apelos para que as pessoas tenham calma, por receio de que a tragédia provoque ainda mais violência.

A maioria dos mortos é de mulheres e crianças, que foram esmagados ou se afogaram no rio Tigre, quando a multidão entrou em pânico e correu para fugir da mesquita de Kadhimiya.

Cerca de um milhão de peregrinos estavam se dirigindo à mesquita quando a tragédia aconteceu.

Os mortos começaram a ser enterrados nesta quinta-feira.