01 de setembro, 2005 - 16h58 GMT (13h58 Brasília)
As operações de resgate das vítimas do furacão Katrina nos Estados Unidos estão sendo prejudicadas, pois forças policiais foram desviadas para lidar com o aumento nos saques e na violência.
Em Nova Orleans, no Estado da Louisiana, há informações de tiroteios, seqüestros usando carros das vítimas e roubos em toda a cidade, onde o prefeito ordenou a evacuação total.
A evacuação dos dezenas de milhares refugiados no estádio Superdome, na cidade, foi interrompida depois que tiros foram disparados contra o helicóptero que trabalhava no local. Algumas pessoas iniciaram incêndios do lado de fora do estádio.
Segundo a agência de notícias Reuters, cerca de 5 mil soldados da Guarda Nacional da Louisiana foram chamados para trabalhar nas operações em Nova Orleans. Outros 7,5 mil, de outros estados, estão a caminho.
Lei marcial
O chefe da força-tarefa militar estabelecida para lidar com o desastre, o general Russel Honore, disse que ninguém poderia prever a escala dos danos causados pelo furacão Katrina. Mas acrescentou que há soldados o bastante além de outros funcionários, na área, para lidar com a situação.
"Este foi o pior cenário possível. Nós temos forças e capacidade, que ficará mais forte a cada dia. Não há mais nada que possamos fazer a não ser continuar a trabalhar e perceber que ainda há muitas pessoas que precisam de ajuda. E nosso trabalho é tentar levar esta ajuda a elas", disse.
Estão ocorrendo tiroteios em Nova Orleans e há informações de que a lei marcial foi imposta em algumas áreas. Grupos armados invadiram hotéis de Nova Orleans.
As pessoas estão invadindo lojas, casas, hospitais e prédios de escritórios.
Segundo a agência de notícias Associated Press, um grupo usou uma empilhadeira para invadir uma farmácia e dezenas de seqüestros usando os carros das vítimas ocorreram na cidade.
A governadora do Estado da Louisiana, Kathleen Blanco, disse que estava "furiosa" com a onda de crimes no estado.
Ela pediu que o governo americano envie mais pessoas para ajudar nas missões de resgate, para liberar os soldados da Guarda Nacional para lidar com os saqueadores.
O presidente George W. Bush, que sobrevoou a área afetada na quarta-feira e vai visitar a região na sexta-feira, reconheceu que há "frustração" com o ritmo das operações de recuperação.
Bush pediu paciência durante o que está sendo chamada e maior operação de ajuda já executada nos Estados Unidos.