31 de agosto, 2005 - 19h34 GMT (16h34 Brasília)
Líderes internacionais se reuniram nesta quarta-feira em Gdansk, na Polônia, para celebrar os 25 anos da fundação do sindicato Solidariedade.
O movimento foi o primeiro sindicato de trabalhadores de atuação independente a surgir dentro do antigo bloco comunista liderado pela União Soviética e foi um símbolo para o desenvolvimento de novas democracias no Leste Europeu.
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse que o Solidariedade inaugurou um processo irreversível rumo à liberdade no leste do continente.
Milhares de pessoas compareceram a uma missa ao lado do estaleiro em que Lech Walesa e seus companheiros fundaram o sindicato, em 1980.
Protestos
Ao lado das comemorações, cerca de 200 ex-integrantes e atuais membros fizeram protestos contra as comemorações oficiais e contra a perda de empregos nos últimos anos.
Meses após sua fundação, o Solidariedade se tornou um movimento político nacional, com 10 milhões de militantes.
Nove anos mais tarde, os líderes do grupo negociaram o fim do comunismo na Polônia e, poucos meses depois, o Muro de Berlim caiu.
Entre os políticos que discursaram em Gdansk nesta quarta-feira estava Lech Walesa, o eletricista desempregado que liderou a greve municipal que abriu caminho para a formação do Solidariedade.
Após o fim do comunismo, em 1990, Walesa se tornou o primeiro presidente eleito da Polônia em 50 anos.