31 de agosto, 2005 - 05h01 GMT (02h01 Brasília)
O governo americano demonstrou satisfação nesta terça-feira com declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dizendo estar disposto a continuar a cooperar com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico.
Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado, afirmou que Washington vê com bons olhos um retorno ao que costumava ser uma forte colaboração entre a Venezuela e o DEA (agência antidrogas americana).
Ele acrescentou que "há muito a fazer" no combate às drogas. Citou, por exemplo, a troca de informações sobre transporte áereo e marítimo ilegal, sobre a entrada de narcotraficantes em território venezuelano e sobre lavagem de dinheiro.
Nas últimas semanas, Chávez suspendeu a cooperação com o DEA, acusando seus agentes de praticar espionagem para o governo do presidente George W. Bush.
O líder venezuelano não disse se pretende voltar atrás nessa decisão.
Oferta de ajuda
Chávez – visto com forte desconfiança em Washington por seu discurso antiamericano e laços com rivais de Bush como Cuba e Irã – se dispôs a enviar ajuda às regiões afetadas pelo furacão Katrina.
Ele declarou que poderia enviar combustível à região atingida, como a cidade de Nova Orleans, que ainda enfrenta enchentes.
A Venezuela é o quarto maior fornecedor de petróleo aos Estados Unidos.
O presidente da Venezuela expressou na segunda-feira o desejo de melhorar as relações de seu país com os Estados Unidos.
As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva ao lado do reverendo americano Jesse Jackson, que foi a Caracas para tentar promover conciliação entre os dois governos rivais.