30 de agosto, 2005 - 19h45 GMT (16h45 Brasília)
O governo do Líbano determinou a prisão do chefe da guarda presidencial e três ex-chefes de departamentos de segurança do país suspeitos de envolvimento no atentado que matou o ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri em 14 de fevereiro, em Beirute.
Os quatro estão sendo interrogados pela equipe da Organização das Nações Unidas (ONU)que está investigando o ataque que matou Hariri e outras 20 pessoas.
Acredita-se que todos eles têm ligações com a Síria, que foi culpada pela explosão que matou o ex-premiê. O país negou envolvimento, mas foi criticada por prejudicar o trabalho dos investigadores da ONU.
Um quinto suspeito, um parlamentar pró-Síria, ainda está sendo procurado pela polícia.
O investigador da ONU, o promotor alemão Detlev Mehlis, deve fazer um relatório de sua investigação para o Conselho de Segurança nas próximas semanas.
Avanço
Kim Ghattas, correspondente da BBC no Líbano, afirmou que as prisões desta terça-feira foram os primeiros grandes avanços na investigação da morte de Rafiq Hariri.
Um dos presos foi Jamil Al-Sayyed, considerado uma das figuras mais poderosas do Líbano entre o final da guerra civil em 1990 e a retirada das forças sírias no início de 2005.
Além de Sayyed, foram presos o ex-chefe das Forças de Seguranças Internas, Ali al-Hajj, e o ex-chefe do serviço secreto militar, Raymond Azar, em buscas realizadas na manhã desta terça-feira.
Mustafa Hamdan, o chefe da guarda presidencial, se entregou em seguida aos investigadores da ONU.
O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, disse que o promotor Detlev Mehlis deu detalhes da investigação e ele decidiu reunir os quatro ex-chefes de departamentos de segurança "para questioná-los como suspeitos".
A equipe da ONU não tem poder para prender ou acusar suspeitos, mas conta com a cooperação das autoridades libanesas e pode pedir a ação dos serviços de segurança libaneses.