29 de agosto, 2005 - 08h20 GMT (05h20 Brasília)
Centenas de milhares de pessoas deixaram a cidade de Nova Orleans, no Estado americano da Louisiana, antes da chegada do furacão Katrina ao local nesta segunda-feira.
Os moradores da região seguiram os pedidos do prefeito da cidade, Ray Nagin, e foram para locais mais altos.
Nova Orleans está em uma depressão geográfica, a dois metros abaixo do nível do mar. Segundo o prefeito, há o temor de enchentes com as chuvas após a passagem do furacão.
Meteorologistas já classificaram o Katrina como categoria 5 – a maior na escala de intensidade –, o que significa que ele pode atingir a cidade com ventos a uma velocidade de 260 km/h.
Devido ao furacão, as 21 plataformas de petróleo na costa da Louisiana, no Golfo do México, foram evacuadas. Elas são responsáveis por cerca de 25% da produção doméstica de gás e petróleo nos EUA.
Nesta segunda-feira na Ásia, o preço do barril de petróleo aumentou cerca de US$ 5 e chegou a ser negociado a US$ 70,80.
Perigo
As previsões são de que Nova Orleans fique no olho do furacão quando ele retornar ao continente nesta segunda-feira, após ter se movimentado pelo Golfo do México.
Especialistas temem que a segunda incursão do furacão Katrina pelo continente possa ser ainda mais devastadora do que a primeira, na Flórida, onde deixou pelo menos sete mortos.
Em Nova Orleans, hotéis em uma distância de até 240 km da cidade estavam completamente lotados já no domingo.
O estádio local foi aberto para oferecer abrigo às pessoas que não pudessem deixar a cidade.
Sacos de areia foram colocados nas entradas de lojas e casas para tentar protegê-las das chuvas e do vento.
"Eu rezo por aqueles que não conseguiram deixar a cidade. Acredito que o furacão vai destruir a cidade que eu amo tanto", disse a moradora Sharron.
O presidente americano, George W. Bush, decretou estado de emergência na Louisiana e no Mississippi, abrindo o caminho para o envio de ajuda federal às pessoas afetadas.
"Se o furacão chegar à área de Nova Orleans com a mesma força que está agora, será o furacão mais intenso a atingir a região desde que começamos a fazer essas medidas", diz Ed Rappaport, do Centro Nacional de Furacão dos Estados Unidos.
Apenas três furacões de categoria 5 atingiram os Estados Unidos desde que esses dados passaram a ser computados. O último a atingir a área da Louisiana foi o Furacão Camille, em 1969, que matou mais de 250 pessoas.