25 de agosto, 2005 - 11h18 GMT (08h18 Brasília)
O vice-presidente do Senado da Colômbia, Édgar Artunduaga, denunciou que “até cocaína e maconha” são vendidas nas instalações do Parlamento do país, em Bogotá.
Segundo ele, funcionários “de nível importante” atuam como fornecedores das drogas, enquanto “senadores e deputados são consumidores”.
Artunduaga disse ainda que sabe os nomes dos envolvidos e está analisando a possibilidade de divulgá-los.
Ele fez as acusações depois de ter denunciado que 4,5 mil credenciais de entrada no Congresso colombiano estão sendo usadas por pessoas que nada têm a ver com os trabalhos legislativos.
Vulnerável
Estas pessoas incluiriam vendedores ambulantes e traficantes de drogas, de acordo com o senador.
“Desde o vendedor de biscoitos, passando pela vendedora de sapatos, o adivinho e o fornecedor de maconha e cocaína”, afirmou Artunduaga.
“Se acrescentamos a isso que os equipamentos eletrônicos, como câmeras e detectores de metais, não funcionam, nós nos damos conta de que o Congresso está completamente vulnerável.”
Analistas dizem que as acusações podem causar constrangimento no governo colombiano.
O país tem recebido ajuda militar dos Estados Unidos no valor de bilhões de dólares para combater a produção e o tráfico de drogas.