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24 de agosto, 2005 - 03h37 GMT (00h37 Brasília)

Israel e Egito chegam a acordo sobre fronteira de Gaza

Israel e Egito chegaram a um acordo sobre o deslocamento de 750 guardas egípcios para a fronteira do país com a Faixa de Gaza, com o objetivo de evitar o tráfico de armas para o território palestino.

Segundo informações da rádio israelense, o acordo – que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento e pelo governo israelenses – foi alcançado depois que o Egito se comprometeu a não transferir armas para a Autoridade Palestina depois que Israel sair de Gaza.

O governo israelense tinha receio de que armas e explosivos fossem contrabandeados para a Cidade de Gaza pela Península do Sinai.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deverá se encontrar nesta quarta-feira com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, para discutir formas de assistência à Autoridade Palestina.

Atualmente Gaza é só conectada com o resto do mundo por uma ligação por terra com o Egito. Israel e palestinos ainda não chegaram a um acordo sobre os controles de fronteira.

O sucesso dos palestinos no controle de Gaza depende de Israel permitir que os palestinos tenham um porto e reabram o aeroporto, podendo ter um fluxo livre de bens e pessoas.

Estados Unidos

Israel completou na tarde desta terça-feira a evacuação dos últimos dois assentamentos judeus da Cisjordânia que faziam parte do plano de retirada do primeiro-ministro Ariel Sharon.

Com a saída parcial da Cisjordânia e total de Gaza, fica concluída a retirada israelense estabelecida unilateralmente por Sharon.

O Exército israelense prevê que a demolição das casas de Gaza termine em dez dias, e todos os militares devem deixar o território até o fim de setembro.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que, depois da retirada israelense, os palestinos devem tomar os próximos passos para a retomada do processo de paz no Oriente Médio.

Bush disse a repórteres no Estado de Idaho que cabe aos palestinos agora reformar seu governo e suas forças de segurança em Gaza.

Segundo o presidente, essas medidas permitiriam a retomada do plano de paz defendido pela ONU, pelos Estados Unidos e outras potências mundiais.