19 de agosto, 2005 - 14h52 GMT (11h52 Brasília)
As forças de segurança de Israel completaram nesta sexta-feira a remoção de colonos no assentamento judeu de Gadid, na Faixa de Gaza.
Com isso, restam apenas quatro assentamentos a serem removidos da região, e as autoridades esperam que o trabalho seja completado na semana que vem.
Fontes militares também divulgaram nesta sexta-feira que um grupo de manifestantes anti-retirada escapou de um ônibus que os estava levando para fora da Faixa de Gaza e se dirigiu para um encrave árabe.
Eles agora estariam sendo procurado por soldados israelenses.
“Nazistas”
As operações devem ser interrompidas nesta sexta-feira por causa do shabat, o dia do descanso dos judeus.
Gadid era um dos últimos focos de resistência de opositores da retirada ordenada pelo primeiro-ministro Ariel Sharon e foi invadido pelos soldados no começo da manhã.
Durante a operação, soldados retiraram dezenas de colonos e opositores que reforçavam suas fileiras e que haviam se abrigado em uma sinagoga.
Os militares foram recebidos sob gritos de “nazistas”, mas conseguiram completar a remoção das pessoas sem violência.
Agora estima-se que apenas 25% das famílias judaicas que viviam na Faixa de Gaza continuem no local.
O Exército espera concluir totalmente a retirada até a próxima semana.
Demolição
Sharon deve viajar à Faixa de Gaza na próxima semana para parabenizar os soldados que participaram da operação.
Mas ainda existe alguma expectativa com relação à retirada em Netzarim, prevista para domingo.
O assentamento está entre os mais fortemente religiosos da Faixa de Gaza.
Em Kerem Atzmona, um assentamento já esvaziado, o Exército começou a demolir os edifícios que foram abandonados pelos ex-moradores, usando escavadeiras e guindastes.
Ácido
As forças de segurança encontraram alguma resistência nos dias anteriores, especialmente na quinta-feira, quando policiais foram atacados com ácido no assentamento de Kfar Darom.
Sharon chamou de “criminoso” o ataque contra os policiais e cobrou que os responsáveis sejam levados a julgamento.
Na quinta-feira, também foi completada a retirada dos colonos que viviam em Shirat Hayam, que era considerado o assentamento mais radical de todos.
Uma pesquisa de opinião publicada pelo jornal Yedioth Ahronoth afirma que 90% dos entrevistados aprovam a forma como as forças de segurança estão desenvolvendo a operação de retirada.