19 de agosto, 2005 - 01h02 GMT (22h02 Brasília)
A Petroecuador, estatal equatoriana de petróleo, anunciou nesta quinta-feira que está suspendendo as exportações do produto por causa dos protestos no setor petroleiro do país.
Horas após o anúncio da suspensão, o presidente do Equador, Alfredo Palacio, disse num pronunciamento transmitido pela TV que a greve dos funcionários do setor, que começou na segunda-feira, paralisou a produção de petróleo do país.
Palacio disse ainda que a crise ameaça a estabilidade econômica nacional.
Na quarta-feira, o presidente já havia declarado estado de emergência nas duas províncias produtoras de petróleo afetadas pelos protestos, Orellana e Sucumbíos.
Apoiada pelas autoridades locais e regionais, a greve nas províncias foi convocada para pressionar o governo a liberar mais recursos para obras viárias e de infra-estrutura, além de implementar planos para geração de empregos.
Os grevistas pedem, por exemplo, que o governo renegocie os contratos com as empresas de petróleo estrangeiras que atuam no país.
O Equador é o quinto maior produtor de petróleo da América do Sul e mais da metade das suas exportações vai para os Estados Unidos.
Durante a paralisação, os manifestantes fecharam estradas e aeroportos e ocuparam instalações da Petroecuador. Nesta quinta-feira, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersá-los.
O estado de emergência no Equador impõe “a censura prévia dos meios de comunicação social que funcionam na zona de segurança” e suspende os direitos de opinião, expressão, inviolabilidade de domicílio e de correspondência, o livre trânsito e as liberdades de associação e reunião com fins políticos.
O presidente determinou ainda que militares e policiais restabeleçam a ordem nas duas províncias e interrompam a ação de “grupos interessados em provocar o caos”.