18 de agosto, 2005 - 20h56 GMT (17h56 Brasília)
Um americano acusado de matar dez pessoas no Estado do Kansas foi condenado nesta quinta-feira a dez penas de prisão perpétua.
O seria killer Dennis Rader, de 60 anos, ficou conhecido nos Estados Unidos como BTK (sigla formada pelas palavras "Amarre, Torture e Mate", em inglês), pela forma como matava suas vítimas.
Rader, um ex-chefe de escoteiros que foi muito influente na igreja luterana da cidade de Wichita, chocou o país e confessou ter cometido os crimes entre 1974 e 1991.
Ele não podia ser condenado à morte porque a legislação do Kansas não previa esta possibilidade na época em que os assassinatos foram cometidos.
Dessa maneira, ele pode receber liberdade condicional depois de 40 anos encarcerado.
Fantasias sexuais
A maioria das vítimas de Rader era composta por mulheres, muitas das quais foram estranguladas em suas próprias casas.
Familiares das vítimas descreveram o réu como “um monstro”.
“Este homem precisa ser jogado em um buraco escuro e fundo para apodrecer lá dentro”, disse Beverly Plapp, cuja irmã, Nacy Fox, foi morta por Rader.
“Ele não deveria jamais poder ver a luz do dia de novo.”
Rader disse no tribunal que foi egoísta e não mostrou honestidade para com sua família e as vítimas.
Em um dos casos, ele matou uma mulher de 53 anos, em 1985, e levou o cadáver para uma igreja, onde fez uma sessão de fotos.
Ele teria dito a investigadores que levou o corpo da vítima à igreja para satisfazer fantasias sexuais.