18 de agosto, 2005 - 10h24 GMT (07h24 Brasília)
O presidente do Equador, Alfredo Palacio, declarou em estado de emergência em duas províncias produtoras de petróleo paralisadas há quatro dias por uma greve geral.
A greve nas províncias de Orellana e Sucumbíos, apoiada pelas autoridades locais e regionais, foi convocada para pressionar o governo a liberar mais recursos para obras viárias e de infra-estrutura, além de implementar planos para geração de empregos.
Durante a paralisação, que começou na segunda-feira, os manifestantes fecharam estradas e aeroportos e a ocuparam instalações da estatal de petróleo Petroecuador.
A greve provocou a queda na produção da estatal e de empresas privadas. Segundo a declaração de um porta-voz da Petroecuador à agência Reuters, a produção da estatal caiu de 201 mil barris diários para apenas 29,4 mil.
Censura
O estado de emergência no Equador impõe “a censura prévia dos meios de comunicação social que funcionam na zona de segurança” e suspende os direitos de opinião, expressão, inviolabilidade de domicílio e de correspondência, o livre trânsito e as liberdades de associação e reunião com fins políticos.
O presidente determinou ainda que militares e policiais restabeleçam a ordem nas duas províncias e interrompam a ação de “grupos interessados em provocar o caos”.
No decreto que estabeleceu o estado de emergência, Palacio diz que seu governo fez “sérios esforços” para solucionar o conflito pelo diálogo, mas que esses esforços não tiveram tiveram “eco”.