13 de agosto, 2005 - 02h18 GMT (23h18 Brasília)
O governo da Venezuela revogou a imunidade diplomática de todos os representantes da agência de combate ao narcotráfico dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês).
A medida foi tomada depois que o Departamento de Estado americano cancelou os vistos de oficiais da Guarda Nacional venezuelana, alegando suspeitas do envolvimento deles no tráfico de drogas.
A decisão americana, por sua vez, foi uma resposta ao anúncio do presidente Hugo Chávez de que estava suspendendo a cooperação com a DEA alegando que o órgão funcionava como instrumento de espionagem política contra o seu governo.
O governo americano nega as denúncias e acusa a Venezuela de não cooperar nos esforços contra o narcotráfico.
Reciprocidade
O vice-presidente de Venezuela, José Vicente Rangel, disse que o seu país vai aplicar uma política de "estrita reciprocidade" ao outorgar vistos para representantes do governo dos Estados Unidos.
"Acabaram-se os privilégios para os funcionários da DEA e para os agregados militares que têm gozado de imunidade por figurar como funcionários da embaixada em Caracas", afirmou Rangel.
Os correspondentes da BBC no país afirmam que a última decisão do governo venezuelano tende a escalar as tensões nas já estremecidas relações entre Washington e Caracas.
Caracas abriu uma investigação sobre as atividades dos agentes da DEA no país.
A Venezuela é considerada um ponto importante na rota de tráfico da cocaína que sai da Colômbia.