11 de agosto, 2005 - 20h08 GMT (17h08 Brasília)
Cerca de 50 mil israelenses participaram de uma manifestação em Tel Aviv nesta quinta-feira para protestar contra planos de retirada da Faixa de Gaza, que deve começar em seis dias.
Manifestantes usando a cor laranja, que simboliza o movimento, lotaram a Praça Rabin e ouviram discursos criticaram a evacuação de israelenses do território. Muitos portavam faixas e cartazes.
Algumas faixas traziam as palavras "Gush Katif, eu juro fidelidade" e "Samaria, eu juro fidelidade" - referências a um assentamento em Gaza que deve desaparecer e ao nome histórico da parte norte da Cisjordânia.
A praça onde foi realizado o evento é onde o ex-primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin foi morto a tiros em 1995 por um judeu de extrema-direita, que se opôs aos acordos de paz com os palestinos.
Jerusalém
Segundo um correspondente da BBC presente ao protesto em Tel Aviv, a maioria dos prestes ao protestos eram judeus praticantes, que acreditam que Israel tem o direito divino de permanecer em Gaza - ao contrário do que, de acordo com pesquisas, pensaria a maioria dos isralenses, que apoiaria a retirada.
Opositores do plano de retirada de Gaza intensificaram seu protesto nos últimos dias, e vêm prometendo sabotar a operação de retirada.
Nesta quarta-feira, milhares de judeus ortodoxos realizaram uma prece coletiva junto ao Muro das Lamentações em Jerusalém - um dos locais mais sagrados para os judeus - contra a retirada de Gaza.
Soldado
Ainda nesta quinta-feira, um soldado israelense foi condenado a oito anos de prisão por ter matado um britânico na Faixa de Gaza, há dois anos.
Taysir Hayb é o primeiro soldado israelense a ser condenado por um crime dessa natureza desde o início do atual levante palestino (Intifada), há cinco anos.
Ele havia sido considerado culpado por um tribunal militar em junho, mas não havia recebido sentença.
O britânico morto por Hayb, Tom Hurnall, era filiado a uma organização pró-palestinos.