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Rússia pede a Irã que pare de processar urânio

A Rússia pediu às autoridades do Irã nesta terça-feira que suspendam o trabalho para reprocessamento de urânio imediatamente e continuem cooperando com a Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas (AIEA).

O governo russo é o maior parceiro no desenvolvimento nuclear do Irã e está ajudando o país a construir reatores para gerar eletricidade.

O novo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que está disposto a entrar em conversações e apresentar novas propostas sobre o tema depois de formar seu gabinete.

Nos Estados Unidos, o presidente americano George W. Bush disse que este é um desdobramento positivo, mas que tem grandes suspeitas de que o Irã pretenda desenvolver uma arma nuclear.

Falando em nome da União Européia, o ministro do Exterior da França, Philippe Douste-Blazy, disse que acredita que ainda é possível um acordo com o Irã para superar o impasse.

A AIEA está debatendo em caráter de emergência se o caso do Irã deve ser encaminhado ao Conselho de Segurança da ONU onde pode estar sujeito à imposição de sanções.

As negociações sobre as ambições nucleares do Irã, adiadas para quarta-feira, devem levar vários dias.

Os Estados Unidos e a União Européia querem que o Irã abandone seu programa nuclear que, ambos acreditam, é uma camuflagem para um programa de armas nucleares e, em troca, o país receba concessões econômicas e políticas.

O Irã suspendeu o seu programa nuclear em 2004 para permitir a realização de conversações, mas retomou o trabalho nas instalações nucleares de Isfahan na segunda-feira, depois de haver rejeitado uma oferta de retomada do diálogo feita pela União Européia.

Produção de energia

Teerã insiste no argumento de que só quer utilizar a planta de Isfahan para produzir energia.

A planta de Isfahan é o principal complexo de conversão de urânio do Irã.

A conversão é uma das primeiras etapas no ciclo de combustível nuclear para a obtenção de urânio enriquecido.

O urânio enriquecido num nível reduzido é utilizado para produzir combustível nuclear, enquanto que num nível mais elevado ele pode ser aproveitado em armas atômicas.