08 de agosto, 2005 - 21h41 GMT (18h41 Brasília)
O Exército de Israel está procurando nove soldados que desertaram e continuam com suas armas.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz – quatro dias depois que um soldado desertor matou a tiros quatro árabes-israelenses no norte do país.
Eden Nathan Zaada, de 19 anos, foi linchado pela multidão depois que acabaram as balas de sua arma.
O incidente, mais violento ataque de um extremista judeu contra árabes em Israel, preocupou as autoridades, pois o clima vem se tornando tenso no país com a aproximação do início da retirada de colonos judeus da Faixa de Gaza.
As autoridades temem que grupos extremistas judeus tentem alguma ação durante a retirada.
Prisões
Nesta segunda-feira, a polícia diz ter prendido nove pessoas suspeitas de envolvimento em uma rede de ativistas que se opõem à retirada.
Elas seriam responsáveis pela passagem ilegal de pessoas que estão indo reforçar o número de colonos judeus que se recusam a deixar a Faixa de Gaza.
Dois dos presos eram adolescentes que comandavam a operação, segundo as autoridades.
Grupos de colonos dizem que cerca de 4 mil opositores da retirada entraram na Faixa de Gaza nas últimas semanas.
Mas o governo diz que este número não passa de algumas poucas centenas.
Sharon
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, está decidido a levar em frente seu plano de retirada, apesar da renúncia de seu ministro das Finanças, Binyamin Netanyahu, no domingo, segundo auxiliares próximos do premiê.
Netanyahu, que já foi primeiro-ministro, deixou o governo em protesto contra o plano.
“Esta renúncia não vai ter nenhum impacto, e não haverá adiamentos”, disse um alto funcionário do governo à agência de notícias France Presse.
Fontes próximas a Sharon também disseram ao jornal israelense Haaretz que não se espera que nenhum outro membro do gabinete siga o exemplo de Netanyahu e deixe o governo.