07 de agosto, 2005 - 11h02 GMT (08h02 Brasília)
Os sete marinheiros que foram resgatados de um minissubmarino russo que ficou encalhado no fundo mar por três dias estão em condições de saúde satisfatórias, segundo a Marinha do país.
Eles conseguiram deixar a embarcação sem precisar de ajuda, depois que ela foi trazida à tona com o auxílio de equipes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.
“Eu gritei e dancei de alegria”, disse Yelena Milashevskaya, esposa do comandante do submarino, Vyacheslav Milashevsky, à rede de TV russa One TV, após saber que marido havia sido resgatado são e salvo.
Uma empresa da Grã-Bretanha utilizou um submarino por controle remoto para cortar as redes e cabos que mantinha o minissubmarino preso a cerca de 190 metros de profundidade na região da Península de Kamchatka, extremo leste da Rússia.
Então o minissubmarino da classe Priz realizou uma subida rápida de emergência – segundo autoridades russas, os tripulantes só teriam oxigênio até o início da tarde deste domingo.
Os sete marinheiros puderam deixar a embarcação, e mergulhadores americanos lhes levaram oxigênio.
Segundo a agência de notícias France Presse, os sete já chegaram ao porto de Petropavlovsk Kamtchatski.
Ajuda
O comandante da Frota do Pacífico da Rússia, almirante Viktor Fyodorov, disse que o resgate não teria sido possível sem a ajuda de outros países.
Equipes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha foram enviadas no sábado para ajudar a resgatar o minissubmarino, que estava encalhado no mar desde quinta-feira.
Os tripulantes mantinham-se enrolados em cobertores térmicos para manter o calor do corpo de minimizar o consumo de oxigênio.
O submarino ficou preso numa antena durante exercícios militares na área – inicialmente foi divulgado que a embarcação havia se enroscado numa rede de pesca.
Embora em menor escala, o acidente guardou semelhanças com a tragédia do submarino nuclear Kursk, quatro anos atrás.
A embarcação encalhou no fundo do Mar de Barents e os 118 tripulantes acabaram morrendo.