07 de agosto, 2005 - 07h22 GMT (04h22 Brasília)
O governo da China anunciou que as negociações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte, que estavam transcorrendo em Pequim, vão ser interrompidas até o final do mês.
O anúncio da suspensão ocorreu após 13 dias de negociações envolvendo a Coréia do Norte, os Estados Unidos, a China, a Coréia do Sul, a Rússia e o Japão.
Norte-coreanos e americanos culparam uns aos outros pelo impasse que levou as negociações a serem interrompidas.
Os americanos dizem que o problema foi a insistência Coréia do Norte em usar reatores de água leve.
Os norte-coreanos afirmaram que “tivemos que produzir armas nucleares porque os Estados Unidos nos estão ameaçando com armas nucleares”.
Reatores
Os Estados Unidos querem que a Coréia do Norte abandone suas armas nucleares em troca de ajuda e garantias de que sua segurança será respeitada.
Mas o país asiático insiste que tem o direito de conduzir atividades no setor nuclear contanto que elas tenham fins pacíficos – como a produção de energia elétrica.
O representante dos Estados Unidos nas negociações, Christopher Hill, disse que a insistência norte-coreana em usar reatores de água leve para produzir energia nuclear evitou que se chegasse a um acordo em Pequim.
Estes reatores são capazes de produzir materiais que podem ser usados em armas nucleares.
Já o chefe da delegação norte-coreana, Kim Kye-gwan, disse que a falta de consenso sobre o que pode ser qualificado como “atividade nuclear para fins pacíficos” foi “um dos elementos muito importantes que nos levaram a não conseguir chegar a um acordo”.
As negociações serão retomadas no dia 29 de agosto, segundo o representante chinês, Wu Dawei, que presidiu a rodada de negociações.
Ele qualificou as discussões feitas até o momento de “úteis” e disse que os participantes chegaram a acordos “em vários aspectos”.