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06 de agosto, 2005 - 02h41 GMT (23h41 Brasília)

Japão lembra os 60 anos da bomba com cerimônias discretas

Hiroshima, no Japão, lembra, neste sábado, os 60 anos da explosão da bomba atômica sobre a cidade com uma série de cerimônias discretas.

Cerca de 50 mil pessoas se reuniram no Parque da Paz, no centro da cidade, para prestar a sua homenagem às mais de 140 mil pessoas que morreram em conseqüência do lançamento da bomba.

O momento exato em que se completaram 60 anos desde que a bomba "Little Boy" foi jogada sobre a cidade, 8h15 da manhã (20h15 de sexta-feira em Brasília), foi lembrado com a badalada de um sino, seguida por uma pausa para o silêncio.

O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, que participou do evento no Parque da Paz, disse que Hiroshima vem buscando a paz desde a tragédia.

"Os cidadãos de Hiroshima são as testemunhas da paz global, nós esperamos que Hiroshima continue a ser o símbolo da paz global", afirmou Koizumi.

Também presente, o prefeito da cidade, Tadatoshi Akiba, aproveitou a ocasião para pedir a abolição das armas nucleares. Ele acusou as potências nucleares de ignorarem a vontade da maioria da população mundial de que o planeta se livre desse tipo de bomba.

"Nós temos que prestar tributo a todas as almas levadas pela bomba atômica", afirmou Akiba. "Nós não vamos fazer o mesmo erro novamente."

Modernidade

Crianças vestidas de preto e branco as cores do luto no Japão, deixaram flores em um simples memorial construído em homenagem às vítimas.

Conchas de água também foram oferecidas simbolicamente para aliviar o calor atômico.

Há 60 anos, Hiroshima era uma base militar e um importante porto onde viviam cerca de 350 mil pessoas.

Hoje, é uma cidade industrial e moderna com uma população de 1,1 milhão de habitantes.

As marcas da catástrofe atômica, no entanto, ainda podem ser vistas em meio a prédios modernos e ruas movimentadas.

Em uma rua residencial no centro, é possível ver na calçada uma lápide marcando o local exato onde a bomba explodiu. Não fica muito longe do Parque da Paz onde foram construídos museus e memoriais para as vítimas da bomba atômica.

Também ali está o Domo da Bomba A, um dos poucos prédios próximos ao epicentro que ficou de pé e é mantido assim até hoje para lembrar a tragédia.