05 de agosto, 2005 - 04h15 GMT (01h15 Brasília)
O novo embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, cobrou da Síria e do Irã mais ações contra o que ele chamou de ataques terroristas.
Bolton participava da primeira sessão no Conselho de Segurança da entidade desde a sua polêmica indicação pelo presidente George W. Bush, no início da semana. Depois de ter a sua confirmação barrada durante cinco meses pela oposição democrata, ele acabou sendo indicado por Bush durante um recesso parlamentar.
Na mesma sessão, o Conselho adotou uma resolução condenando uma recente escalada na violência no Iraque na qual centenas de pessoas morreram.
Bolton disse que Irã e Síria têm de "honrar o seu compromisso de ajudar o Iraque sob esta resolução e outras resoluções relevantes e de implementar as promessas que eles fizeram de apoiar a estabilidade no Iraque".
O representante de Washington nas Nações Unidas também pediu "a todos os membros" para conter "o fluxo de terroristas, de financiamento de terroristas e de armas".
"Nós pensamos que isso é muito importante, obviamente para ajudar a levar estabilidade e segurança ao povo do Iraque e permitir que o processo constitucional avance."
"Campanha contra a Síria"
O embaixador sírio na ONU, Fayssal Mekdad, disse que as declarações de Bolton fazem parte de uma campanha contra a Síria empreendida pelos governos americano e britânico.
Bush indicou Bolton para o cargo no dia 7 de março. Mas foi somente no dia 12 de maio que a Comissão de Relações Exteriores finalmente aprovou a indicação – ainda assim, sem a tradicional recomendação de voto – e o nome de Bolton foi enviado para o Plenário do Senado.
Desde então, os senadores democratas conseguiram evitar que o assunto entre na pauta, enquando não receberem mais documentos sobre a atuação dele no Departamento de Estado. Bolton é acusado de manipular informações no período anterior à guerra no Iraque, de maneira a adaptar os relatórios que recebia e repassar informações que servissem às suas próprias convicções.
Bolton também foi muito cobrado por declarações críticas à ONU que fez no passado.