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31 de julho, 2005 - 22h21 GMT (19h21 Brasília)

Questão nuclear norte-coreana segue sem acordo

Delegados de seis países se reuniram neste domingo na capital da China, Pequim, pelo sexto dia para examinar uma proposta chinesa para a crise nuclear da Coréia do Norte mas não chegaram a um acordo, segundo um representante sul-coreano que falou sob condição de anonimato.

As negociações devem prosseguir nesta segunda-feira entre os representantes das duas Coréias, China, Estados Unidos, Japão e Rússia.

O vice-premiê sul-coreano, Song Min-Soon, disse que as negociações deste domingo examinaram "as medidas que caberiam a cada uma das outras partes", em troca do fim do programa nuclear norte-coreano.

A proposta chinesa prevê uma península coreana livre de armas nucleares e incentivos para a Coréia do Norte.

As divergências

O chefe da delegação americana, Christopher Hill, disse que a proposta chinesa seria uma boa base para um acordo.

Ele reconheceu, entretanto, que as negociações estão se revelando um "processo difícil e lento".

A Coréia do Norte exige um acordo de paz e ajuda dos Estados Unidos antes de eliminar seu programa, em um processo gradual de recompensas e incentivos.

Os EUA querem que as armas sejam destruídas antes e melhorias na questão dos direitos humanos no país.

Os norte-coreanos também querem ter o direito de desenvolver um programa nuclear pacífico, algo que os EUA se mostram totalmente contrários.

O país também refuta alegações de que estaria desenvolvendo um programa de enriquecimento de urânio paralelo, além da conhecida usina de Yongbyon.