29 de julho, 2005 - 15h43 GMT (12h43 Brasília)
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, disse nesta sexta-feira que os cerca de 1,4 mil estrangeiros que estudam nos seminários islâmicos no país terão que abandonar essas escolas.
Não está claro quando entra em vigor a sua determinação.
"Todos os estrangeiros terão que ser retirados" das mais de 10 mil madrassas do Paquistão, disse Musharraf.
O presidente disse ainda que não serão mais concedidos vistos para estrangeiros que desejam estudar nas escolas islâmicas do Paquistão.
Em resposta a notícias de que os suspeitos de serem os homens-bomba dos atentados em Londres tinham freqüentado madrassas no Paquistão, centenas de pessoas foram presas em incursões da polícia nas escolas islâmicas e mesquitas.
Registro
A proibição de estudar nas madrassas também se aplica aos detentores de dupla nacionalidade.
O presidente paquistanês reiterou ainda que todos os seminários islâmicos na país teriam que se registrar com o governo até o fim deste ano.
Na semana passada, Musharraf determinou uma ofensiva contra extremistas.
As forças de segurança dizem que até esta sexta-feira mais de 600 suspeitos de serem militantes e clérigos islâmicos foram presos.