18 de julho, 2005 - 14h42 GMT (11h42 Brasília)
A polícia israelense está reprimindo, nesta terça-feira, um protesto organizado por oponentes do plano do governo de desmantelar os assentamentos judaicos na Faixa de Gaza.
Uma marcha de protesto de três dias até a Faixa de Gaza, a partir da cidade de Netivot (no sul de Israel), deveria ter início às 16h, horário local (9h, horário de Brasília), mas foi declarada ilegal. O mesmo se aplicaria a um comício, que deveria ocorrer na mesma cidade.
De acordo com a rádio Voz de Israel, a polícia está impedindo manifestantes de embarcar em ônibus com destino a Netivot a partir de várias cidades israelenses.
Foram mobilizados cerca de 20 mil policiais e soldados na operação para reprimir o protesto, e os pontos de passagem entre a Faixa de Gaza e Israel receberam reforço no número de guardas.
O Exército isolou a Faixa de Gaza desde a última quinta-feira, permitindo o acesso apenas dos residentes.
Hamas
Cerca de 8,5 mil colonos e os soldados que os protegem devem ser retirados de Gaza, de acordo com o plano do governo israelense.
Israel deve continuar tendo controle sobre as fronteiras a costa e o espaço aéreo da região, que vem ocupando, juntamente com a Cisjordânia, desde 1967.
Cerca de 630 colonos também vão ser retirados da Cisjordânia.
Ainda nesta segunda-feira, o grupo militante palestino Hamas afirmou que vai manter o cessar-fogo informal que mantém com Israel, embora a violência Faixa de Gaza continue aumentando.
Hamas afirmou que está comprometido a uma trégua condicional, mas se reserva o direito à "resistência e à auto-defesa".
Depois de se reunir com negociadores egípcios, uma autoridade do Hamas, Saeed Seyam, afirmou que o grupo está comprometido com a trégua, mas tem o direito de retaliar as violações que teriam sido cometidas por israelenses.
"Se o inimigo parar seus ataques, não teremos que retaliar, mesmo que continuemos a nos defender", afirmou.
Militantes palestinos dispararam foguetes e morteiros contra alvos israelenses durante a noite deste domingo, mas os ataques parecem ter diminuído em intensidade, segundo correspondentes.