16 de julho, 2005 - 18h02 GMT (15h02 Brasília)
O governo da Índia refutou as alegações da Comissão Sunita Waqf de que a fundação islâmica seria a verdadeira proprietária do monumento Taj Mahal.
O ministro da Justiça indiano, H. R. Bharadwaj disse que a construção do século 17 é propriedade nacional da Índia e classificou as alegações de "infundadas".
A fundação islâmica acredita ser a proprietária do Taj Mahal porque detém o controle sobre vários túmulos muçulmanos e é responsável por túmulos muçulmanos em todo o país.
O Taj Mahal foi construído pelo imperador Shah Jahan para servir de mausoléu à sua amada esposa, a rainha Mumtaz Mahal.
O próprio imperador também foi enterrado ao lado dela no monumento – tombado como patrimônio universal pela Unesco – que recebe anualmente milhões de visitantes.
O Taj Mahal é administrado e mantido pelo Instituto Arqueológico da Índia (IAI), desde 1920. No entanto, a Comissão Waqf alega que o prédio vem sendo negligenciado, acusação refutada pelo governo.
"Não há qualquer necessidade de outra instituição tomar conta do monumento, já que a IAI está tomando conta dele bastante bem", afirmou o ministro Bhardawaj.
Se a Comissão Sunita Waqf conseguir levar adiante a sua demanda e se tornar proprietária do prédio, ela passaria, por lei, a receber 7% da renda.
Estimativas dão conta de que a IAI fatura cerca de 190 milhões de rupias (quase R$ 11 milhões) com os cerca de 3 milhões de turistas que passam pelo Taj Mahal anualmente.