14 de julho, 2005 - 02h44 GMT (23h44 Brasília)
Um painel da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta quarta-feira que a maioria dos casos de desaparecimento involuntário denunciados na Colômbia nos últimos 24 anos foi perpetrada por paramilitares de direita, com o apoio ou a cumplicidade de agentes do Estado agindo fora da lei.
Foram notificados quase 1.200 casos do tipo.
Segundo integrantes do painel, desde 1981, apenas 264 casos foram esclarecidos, disse a agência de notícias Reuters.
O Grupo de Trabalho para Desaparecimentos Forçados e Involuntários da ONU pediu ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que não ratifique uma nova lei que oferece penas de prisão reduzidas para combatentes desmobilizados.
A equipe da ONU disse que a lei oferece concessões a responsáveis pelos desaparecimentos, sem garantir que eles vão cooperar com as investigações.