13 de julho, 2005 - 10h03 GMT (07h03 Brasília)
O Exército israelense isolou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza nesta quarta-feira, um dia depois de um ataque de um suicida palestino ter matado quatro pessoas e ferido pelo menos outras 30 em um shopping em Israel.
Os militares afirmaram que o fechamento das áreas será mantido "até que a próxima notificação seja feita".
Segundo o Exército de Israel, o isolamento de todos os assentamentos judaicos na área ocupada da Faixa de Gaza foi realizado para evitar o trânsito de militantes israelenses de direita, oponentes do plano de retirada da Faixa de Gaza, do primeiro-ministro Ariel Sharon.
O próprio Sharon assinou a ordem de fechamento de todos os 21 assentamentos. Os não residentes no local não poderão passar.
O anúncio foi feito depois que ultranacionalistas anunciaram planos de um protesto que poderia ter levado milhares de pessoas aos assentamentos.
Autoridades israelenses declararam que a área é uma zona militar fechada, para evitar que simpatizantes dos colonos entrem e aumentem a resistência à retirada de assentamentos da Faixa de Gaza, marcada para agosto.
Operação
Pelo menos um policial palestino foi morto e outro teria ficado gravemente ferido durante uma operação israelense de busca na cidade de Tulkarem, na Cisjordânia, segundo informações de autoridades da Palestina.
A operação foi realizada em resposta ao ataque ao shopping na cidade de Netanya.
Segundo correspondentes, esta operação significa que Israel retomou o controle da cidade, que havia sido entregue aos palestinos seguindo os termos de um cessar-fogo informal acordado em fevereiro.
A responsabilidade do ataque de terça-feira em Netanya foi assumida pelo grupo militante Jihad Islâmico. Este foi o primeiro ataque suicida em Israel desde que o mesmo grupo atacou uma boate em Tel Aviv, no dia 25 de fevereiro.
Fontes palestinas e israelenses identificaram o suicida como Ahmed Abu Kalil, de 18 anos, da Cisjordânia.
O líder palestino Mahmoud Abbas afirmou que o ataque foi realizado por traidores "que trabalham contra os interesses palestinos".
A Casa Branca, em Washington, divulgou um comunicado afirmando que foi um "ataque cruel e sem justificativa contra civis".