12 de julho, 2005 - 12h25 GMT (09h25 Brasília)
A Coréia do Sul propôs nesta terça-feira fornecer eletricidade à Coréia do Norte como um incentivo para que o país suspenda seu programa nuclear.
A oferta feio antes da retomada oficial, prevista para o dia 25 de julho, das negociações sobre o programa nuclear norte-coreano - envolvendo, além de representantes das duas Coréias, autoridades de Estados Unidos, Japão, China e Rússia.
O governo sul-coreano está propondo a colocação de linhas de transmissão de energia pela fronteira para fornecer eletricidade à Coréia do Norte.
Antes, o governo sul-coreano já havia anunciado a doação de 500 mil toneladas de arroz para evitar uma crise de alimentos no país.
Unificação
A medida foi anunciada pelo Ministério da Unificação da Coréia do Sul, depois de negociações bilaterais que também visavam melhorar o relacionamento econômico dos dois países.
O anúncio ocorre quatro dias depois do governo da Coréia do Norte afirmar que vai se reunir novamente com as negociações envolvendo seis representantes de governos, que visa o fim do programa nuclear norte-coreano.
Os esforços diplomáticos envolvendo a questão estão aumentando, o mais importante enviado chinês vai à Coréia do Norte nesta terça-feira.
A secretária de Estado americana, Condolezza Rice, também se reuniu com líderes japoneses em Tóquio para discutir a Coréia do Norte, antes de ir para Seul nesta terça-feira.
Rice conversou a respeito dos esforços para resolver os casos de cidadãos japoneses seqüestrados pela Coréia do Norte durante a Guerra Fria.
Mas, para a secretária de Estado americana, a questão mais importante na retomada das negociações envolvendo seis países é como por fim as tentativas da Coréia do Norte de fabricar armas nucleares.