09 de julho, 2005 - 20h02 GMT (17h02 Brasília)
Mais de um milhão de pessoas na Flórida e no Alabama, no sudeste dos Estados Unidos, receberam ordem de evacuação com a aproximação do furacão Dennis, neste sábado, que provocou a morte de pelo menos 20 pessoas no Caribe.
Foram retirados todos os trabalhadores de plataformas de prospecção de petróleo no Golfo do México, o que levou a uma redução na produção de combustível.
O furacão está ganhando intensidade depois de um enfraquecimento verificado desde sexta-feira.
Há expectativa de que ele catigue o Alabama no domingo.
"É grave. Esta é uma tempestade muito perigosa", disse o governador da Flórida, Jeb Bush, neste sábado.
Cuba
Pelo menos 10 pessoas morreram em Cuba em decorrência do furacão Dennis.
Em pronunciamento na TV estatal cubana, o presidente Fidel Castro disse que o furacão "invadiu" o país com força diabólica na sexta-feira.
Mais de 500 cubanos foram retirados de suas casas depois que o furacão atingiu a porção sudeste da ilha na sexta-feira, provocando chuvas torrenciais e ventos de até 240 km/h.
A tempestade danificou prédios e interrompeu o fornecimento de energia elétrica.
Na base naval americana na baía de Guantánamo, na parte su da ilha, uma torre de guarda foi destruída pelos ventos.
Na quinta-feira, o furacão castigou a República Dominicana e o sul do Haiti, onde pelo menos dez pessoas morreram quando rios transbordaram, inundando casas.
O furacão já foi alçado para a categoria 4, a segundo mais alta da escala Saffir-Simpson. Segundo informou o Centro Nacional para Furacões, em Miami.