06 de julho, 2005 - 19h05 GMT (16h05 Brasília)
O grupo que reivindicou a autoria do seqüestro do embaixador do Egito no Iraque, Ihab al-Sherif, disse que ele será morto como um "desertor".
A afirmação foi feita por meio de um comunicado divulgado nesta quarta-feira pela internet por supostos representantes do grupo liderado pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi.
Al-Sherif está desaparecido desde sábado.
O grupo também publicou na internet imagens de identidades do embaixador.
Internet
A mensagem diz que Al-Sherif foi julgado pela Corte Islâmica do grupo e descrevia o Egito como um aliado de "judeus e cristãos".
A nota não mencionava exigências do grupo para libertar o diplomata, que foi seqüestrado no sábado quando saiu para comprar jornal.
"A Corte da Al-Qaeda no Iraque decidiu entregar o desertor, o embaixador do Egito, que é aliado de judeus e cristãos, aos mujahideen para que ele receba as punições de um desertor e para matá-lo", diz o comunicado.
A Al-Qaeda no Iraque já reivindicou a autoria de grandes ataques da insurgência e a execução de reféns.
Seu líder, Zarqawi, é um dos homens mais procurados do Iraque, com uma recompensa dos Estados Unidos de US$ 25 milhões para quem encontrá-lo.
Sobre as identidades, a nota dizia que "eram documentos de um embaixador de tiranos".
Aliado
Outros dois diplomatas de países muçulmanos foram alvos de ataques no Iraque nos últimos dias, os representantes do Paquistão e do Barein, mas ambos conseguiram escapar dos militantes.
No caso de Sherif, analistas dizem que os seqüestradores podem ter ficado irritados com a decisão do Egito, um dos principais aliados dos Estados Unidos no mundo árabe, de designar um embaixador para o Iraque.
Isso fez com que o Egito se tornasse o primeiro país árabe a elevar o status de suas relações diplomáticas com o governo iraquiano.
A família do diplomata fez um apelo pela sua libertação, e o governo egípcio pediu que ele fosse visto como um patriota árabe.