06 de julho, 2005 - 17h01 GMT (14h01 Brasília)
Centenas de tibetanos exilados reuniram-se nesta quarta-feira na cidade de Dharamsala, no norte da Índia, para comemorar o aniversário de 70 anos de Dalai Lama.
Um festival de música e dança será realizado até sexta-feira em homenagem ao líder espiritual, que deve discursar para a multidão presente.
Dalai Lama conversou com jornalistas que estavam em frente a sua casa. Ao ser perguntado se a disputa entre o Tibete e a China será resolvida em sua vida, ele sorriu e respondeu: "Assim eu espero. Nós precisamos de paciência e determinação".
Dalai Lama é reverenciado pelo povo tibetano como o seu líder espiritual.
Nascido em 6 de julho de 1935 em uma família de agricultores no nordeste do Tibete, ele foi reconhecido aos dois anos de idade como a encarnação do 13º Dalai Lama, Thubten Gyatso.
Desde então, ele tem vivido como um monge, rezando e meditando por muitas horas.
Nobel
Mas sua vida mudou dramaticamente depois que as tropas chinesas invadiram a região leste do Tibete, em 1951.
Oito anos mais tarde, durante uma opressão sanguinária a um levante contra os chineses, Dalai Lama e seu governo fugiu.
Em 1989, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pacífica pela independência do Tibete.
Desde que ele se exilou na Índia, o líder espiritual vem reivindicando maior autonomia para os tibetanos.
No entanto, a China não parece que vai dar o "presente" que Dalai Lama tanto quer: negociar o futuro do Tibete.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Liu Jianchao, disse, na terça-feira, que o governo chinês não iria mudar sua posição e que o Dalai Lama deveria reconhecer o Tibete como parte da China.
"Somente sob tais condições o governo central discute seu futuro", disse Liu.