05 de julho, 2005 - 10h18 GMT (07h18 Brasília)
Cerca de cem pessoas comparecem nesta terça-feira à Justiça em Edimburgo, na Grã-Bretanha, depois de terem sido presas durante confrontos entre a polícia e manifestantes que se opõem ao encontro do G8.
Os manifestantes entraram em choque com cerca de mil policiais no centro da cidade, que ficou paralisado durante seis horas nesta segunda-feira.
A polícia foi acusada de reagir com força excessiva aos protestos, mas insiste que sua ação foi adequada à situação.
Mais de 20 manifestantes e policiais ficaram feridos durante os confrontos.
A cúpula dos líderes do G8 (EUA, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Canadá e Rússia) começa na quarta-feira em Gleneagles, na Escócia.
Reação robusta
A polícia avisou que está preparada para qualquer problema que possa emergir das audiências judiciais desta terça-feira.
“Novamente vamos responder de forma robusta”, disse o superintendente da polícia local, Charles Michie.
“Não vamos tolerar nenhuma interferência com o processo judicial, isso não é aceitável em um país democrático:”
Três tribunais foram designados para as audiências.
Manifestantes dizem que não houve distúrbios em Edimburgo na segunda-feira, e que foram as pessoas que participavam dos protestos que foram hostilizados pela polícia.
Mas o subchefe de polícia Tom Halpin disse que um pequeno grupo de pessoas estava disposto a causar “o máximo de problemas possível”.
“Há evidências de que armas foram trazidas à cidade por manifestantes, apesar da aparência bem-humorada deles.”