03 de julho, 2005 - 10h14 GMT (07h14 Brasília)
O novo embaixador do Egito no Iraque, Ihab Al-Sherif, foi seqüestrado em Bagdá, segundo o ministério das relações Exteriores egípcio.
Um porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Egito pediu para que os seqüestradores o tratem bem e tente o enxergar como um compatriota árabe.
A decisão do Egito de reatar laços diplomáticos com o Iraque pode ter sido o motivo dos seqüestradores, segundo o correspondente da BBC no Cairo, Heba Saleh.
Al-Sherif teria sido seqüestrado no sábado à noite.
Antecedente
Ele chegou chegou a Bagdá em 1º de junho para assumir o posto de diplomata mais graduado do Egito no país.
Posteriormente, ele foi promovido ao posto de embaixador egípcio no Iraque.
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, elogiou o Egito por ser o primeiro país árabe a promover sua representação no país ao nível de embaixada.
Existem versões diferentes sobre como foi o seqüestro de Al-Sherif.
"Ele estava comprando jornais no sábado quando dois BMWs cheio de homens armados bloquearam seu caminho e o levaram", disse um diplomata à agência Reuters.
A agência AFP disse, porém, ter informações de uma autoridade de que Al-Sherif foi levado de casa, no bairro de Mansur, em Bagdá.
Al-Sherif é o segundo diplomata egípcio a ser seqüestrado no Iraque.
Em julho do ano passado, Mohammed Mamdouh Helmi Qtub, então o terceiro na hierarquia diplomática do Egito no Iraque, foi seqüestrado por militantes islâmicos que diziam querer impedir o envio de tropas egípcias ao país.
O governo do Egito reafirmou que não tinha intenção de mandar soldados ao Iraque e Qtub foi libertado.
Muitos países árabes retiraram seus embaixadores do Iraque desde 1990, quando o ex-líder Saddam Hussein invadiu o Kuwait.
Mais de 270 estrangeiros de 37 países foram seqüestrados no Iraque – inclusive o brasileiro João José Vasconcelos, levado em janeiro – desde o aumento da insurgência, em abril do ano passado.