01 de julho, 2005 - 10h07 GMT (07h07 Brasília)
A Grã-Bretanha assumiu a presidência da União Européia nesta sexta-feira avisando que vai pressionar por reformas fundamentais no orçamento do bloco,
quebrando assim a tradição de neutralidade do presidente da instituição.
O país avisou que a prioridade será a consolidação do orçamento para o período 2007 – 2013.
Outros assuntos, no entanto, ameaçam colocar o objetivo britânico em segundo plano, como as discussões sobre reformas nos subsídios a fazendeiros e a restituição dos impostos britânicos.
A França insiste na manutenção de um acordo que fixa os pagamentos a fazendeiros até 2013.
Outros assuntos
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, criticou a intenção britânica de relacionar o que chamou de "dois assuntos distintos".
Ele disse, entretanto, que um acordo financeiro "é possível".
Internamente, a oposição britânica vem pressionando o governo por uma posição mais firme contra os subsídios.
A regulamentação das jornadas de trabalho também está na agenda britânica.
O ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw, disse que o país está "fortemente comprometido" com a perspectiva da inclusão da Turquia no bloco europeu, embora admita que o assunto causa polêmica entre a opinião pública de alguns integrantes da União Européia.
"A União Européia e a Turquia têm muito a ganhar com uma Turquia democrática e próspera fortemente ancorada na Europa, uma demonstração de que o Islã é compatível com os valores de uma democracia liberal", disse Straw.
Durante a presidência britânica, o bloco vai realizar encontros com Índia, China, Ucrânia, Rússia e Canadá.