30 de junho, 2005 - 23h47 GMT (20h47 Brasília)
A Câmara de deputados do Paraguai rejeitou por unanimidade, nesta quinta-feira, uma proposta do governo para retomar o programa de privatização.
Um deputado da oposição descreveu a proposta como irresponsável e falha.
Entre os planos, estavam a privatização das empresas de água, telefone e estradas de ferro, ainda nas mãos do Estado.
A proposta havia sido apresentada pela primeira vez em 2003 pelo então presidente Luis Gonzalez Macchi, mas depois foi suspensa em meio a acusações de corrupção e protestos nas ruas.
O programa teria sido uma exigência do FMI, segundo a agência de notícias EFE, que cita o presidente Nicanor Duarte dizendo sempre ter sido contra o projeto.
Protestos
Mais cedo, milhares de pessoas tomaram as ruas da capital, Assunção, em protesto contra o projeto.
Camponeses, estudantes e servidores públicos gritavam "Não à privatização! Sim à soberania nacional!", enquanto marchavam em direção ao Congresso, onde acompanharam a votação dos deputados.
Em outras partes do país, manifestantes fecharam estradas em solidariedade aos protestos da capital.
O Senado paraguaio aprovou a proposta no início deste ano.