30 de junho, 2005 - 18h06 GMT (15h06 Brasília)
Soldados de Israel invadiram um hotel no sul da Faixa de Gaza, de onde retiraram à força cerca de 150 ativistas judeus que se opõem à retirada israelense do território.
Os ativistas, a maior parte deles vindos de assentamentos na Cisjordânia, estavam ocupando o prédio do hotel Palm Beach há mais de um mês.
Cerca de 600 soldados participaram da operação no hotel, onde os ativistas haviam feito estoques de alimentos e armas.
Os soldados foram de sala em sala no antigo hotel, retirando cada pessoa que encontraram. Alguns, deixaram o prédio pacificamente, enquanto outros tiveram que ser arrastados - mas não houve resistência com violência.
"Selvageria"
A retirada ocorreu após dias de crescente tensão entre simpatizantes da extrema-direita israelense, que se opõe ao fim dos assentamentos judaicos em Gaza, e as forças de segurança na região.
Nesta quinta-feira, o Exército de Israel havia declarado que os assentamentos em Gaza passariam a ser tratados como "zonas militares fechadas" para evitar a passagem de ativistas que não morem nesses locais.
De acordo com o correspondente da BBC na Faixa de Gaza Alan Johnston, os assentamentos judaicos no sul da Faixa de Gaza têm recebido um fluxo de visitantes ultranacionalistas, que mostram estar se preparando a enfrentar o Exército em defesa dos assentamentos.
Nesta quarta-feira, alguns ativistas foram filmados agredindo um garoto palestino até que ele ficasse inconsciente, e o acidente causou indignação em Israel.
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que o ataque foi "um ato de selvageria, vulgaridade e irresponsabilidade".