23 de junho, 2005 - 09h52 GMT (06h52 Brasília)
Um relatório da CIA, o serviço secreto americano, afirma que está sendo criada no Iraque uma nova geração de militantes islâmicos que podem vir a desestabilizar outros países.
O documento secreto diz que militantes iraquianos e estrangeiros em ação no país estão desenvolvendo uma ampla gama de habilidades, que vão desde a realização de atentados com carros-bomba e assassinatos até a promoção de ataques coordenados.
Tais habilidades, segundo o relatório, fazem com que eles sejam mais perigosos do que os militantes formados no Afeganistão nas décadas de 1980 e 1990 – onde foram treinados, por exemplo, muitos membros da organização Al-Qaeda, de Osama Bin Laden.
A ameaça tende a se tornar ainda mais grave quando terminar a atual insurreição no Iraque e seus integrantes se dispersarem, afirma o relatório secreto, que foi revelado pelo jornal americano The New York Times.
Risco
O relatório diz que esses militantes representam riscos sobretudo para seus países de origem, como a Arábia Saudita e a Jordânia.
Mas outras nações, como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, também correm risco, de acordo com a CIA.
As conclusões do relatório foram em geral confirmadas por um agente da CIA que não foi identificado.
O documento teria sido amplamente circulado entre os serviços de inteligência.
Neste ano, o diretor da CIA, Porter Goss, já havia dito que os distúrbios no Iraque estavam fornecendo a militantes islâmicos treinamento e contatos que eles poderiam usar em novos ataques em outros lugares.