22 de junho, 2005 - 18h49 GMT (15h49 Brasília)
Uma conferência sobre o futuro do Iraque terminou nesta quarta-feira com uma promessa da comunidade internacional de ajudar na reconstrução do país.
Apesar do tom solidário, o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Jaafari, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, convocaram às autoridades de mais de 80 países presentes a honrar compromissos anteriores e entregar os bilhões de dólares em ajuda já prometidos.
Jaafari e outros ministros iraquianos apresentaram na conferência seus planos de reforma política e econômica.
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que, para maximizar a ajuda, o governo iraquiano precisa continuar a melhorar a segurança, liberalizar sua economia e promover ao máximo a inclusão política.
"Virada"
Kofi Annan disse que o encontro marca um "momento da virada" para o Iraque, mas destacou que o processo não será fácil para os iraquianos, que precisam assumir o controle sobre seu próprio futuro.
O ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, disse que a União Européia (UE) vai trabalhar "lado a lado" com o Iraque.
"A comunidade internacional está comprometida a construir um novo Iraque, com estabilidade, democracia e direitos humanos e com relações construtivas com seus vizinhos", afirmou Asselborn. Luxemburgo ocupa atualmente a presidência da UE.
O encontro foi organizado em parceria entre a UE e os Estados Unidos.
No comunicado final do encontro, os países mencionaram também o papel a ser cumprido pelos vizinhos do Iraque – como por exemplo a Síria.
O documento pede mais cooperação dos países vizinhos para controlar as fronteiras do Iraque, além de chamar todas as nações a restabelecer relações diplomáticas com Bagdá.